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Um pouco sobre mim para "outros" lerem

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Um pouco sobre mim para "outros" lerem

Um muito obrigado a todos os que têm ajudado e desajudado ao longo do meu percurso aqui.

Bla bla bla, chamo-me Fernando Gil Teixeira e tal. Isso todos sabem, e os que não sabem facilmente encontram na internet por todos os sítios imagináveis. Não venho dar-vos a minha biografia, nem muito menos dizer onde estudo ou que universidade quero frequentar. Isso deixo para os historiadores que um dia quiserem falar de mim, num futuro ainda longínquo. Esta é apenas a forma correcta de responder a quem desvaloriza o meu trabalho enquanto jornalista e cronista futebolístico.

Nesta área é fácil recebermos críticas, especialmente se formos bons. No jornalismo desportivo é fascinante a quantidade de maus dizeres ao trabalho dos outros, mesmo que esse seja algo fantástico. Não está escrito nos livros isto, são apenas factos que têm vindo ao de cima. É como criticar António Tadeia por não gostar do estilo de jogo da Espanha, ou desvalorizar Fernando Seara só por ser um benfiquista ferrenho. Tanto um como outro são grandes figuras e têm muita qualidade, embora algumas palas impeçam tais vislumbramentos. Por isso mesmo, acho que quanto mais críticas vou recebendo mais contente vou ficando com o trabalho que desenvolvo. Primeiro, porque vou aprendendo com tudo o que ouço falar ou escrever, e é mesmo assim que surgem as crónicas, com conhecimentos dali e daqui. Ainda há dias alterei uma informação por um comentário pertinente que me foi dirigido. Gosto dos cépticos e desenganem-se os que pensam o contrário. Afinal tem mais valor convencer um deles das nossas ideias que uma manada de adeptos do clube em questão.

Outros escritores neste site encarregues de outros clubes como Tiago Monteiro, Afonso Canavilhas ou até João Geraldes são exemplos do que vos tento explicar. Pessoas com gostos diferentes dos meus com quem é possível discutir todo o desporto sem grandes confusões. Claro que existem sempre questões invioláveis de quem é o melhor e etc., mas respeitamos as opiniões dos outros e trabalhamos em equipa com grande eficácia, e é assim que vos temos levado a informação mais actualizada possível. É isto que esta plataforma tem de bom, quebra barreiras e alarga horizontes, como o anúncio da Coca-Cola suponhamos. E eu gosto de desporto, vejo de tudo um pouco e de todos os clubes, por isso não sou cego ao que passa aos meus olhos e admito por exemplo que o Benfica foi um exímio campeão no Basquetebol e que a forma como foram tratados no pavilhão é algo desumana, e sou portista acima de tudo na mesma proporção.

Depois existe sempre a minoria consumida por alguma falta de criatividade e alguma vontade de ter destaque. Afinal, todos gostamos de ver as nossas notícias no topo e cheias de leituras. Mas vendo o trabalho dos outros triunfar só tem de ser algo muito positivo, tal como acontece por exemplo entre os membros que falei. Quando coordenei o Europeu que foi um enorme sucesso verdade seja dita, escolhi sem olhar a clubes, aliás escolhi baseado na qualidade, sendo inclusive o Benfica o clube com mais redactores envolvidos. Infelizmente nem todos são assim, e há sempre aquele que não gosta do meu trabalho talvez por alguma presunção ou por sentir falta do mediatismo que eu e outros temos nesta comunidade. Há sempre aquele que não gosta de trabalhar em equipa e que quer brilhar num poleiro individual. E a esse, não querendo rebaixar-me ao seu nível, digo-lhe que aprendi muito com ele, não só informação vital sobre várias modalides mas aprendi também que não quero de forma alguma ser como ele.

Se eu fosse como pessoas assim, tinha desaprovado o facto de outros escritores tem criado espaços individuais seguindo a ideia que eu personalizei, ou o facto de terem criado vídeos que eu introduzi no site. Mas não, eu optei por divulgá-los, elogiá-los e premiar os responsáveis. Afinal, retirar o positivo das experiências não é de forma alguma copiar. E que isso sirva de lição para alguns durante toda a vida. Nós precisamos dos outros, e sem eles não somos mais que meros escritores ou redactores à cabeceira de uma secretária. E como a carapuça assenta em quem deve realmente, eu não nomeio nomes nem faço murais de descontentamento. Prefiro ocupar este momento agradecendo a todos. Os que criticam, os que elogiam. Os que ajudam, os que tentam demover. Percebo e bem que aprendi um pouco com eles todos nem que apenas o quero ou nâo quero ser. 

E quem é vivo, sempre aparece | Fernando Gil Teixeira

Primeira crónica de Fernando Gil Teixeira em formato áudio.


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