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Santos FC
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Faltou futebol em casa

O Santos esqueceu de jogar nesta quarta-feira seu melhor futebol e deixou o rival abrir vantagem na primeira partida da semifinal da Libertadores.

Apesar do placar de 1 a 0 em plena Vila Belmiro ter sido favorável aos visitantes, o Peixe ainda tem boas perspectivas para avançar à final da Libertadores pela segunda vez seguida. Neymar e PH Ganso não brilharam como em outros jogos, mas o time inteiro do Peixe também deixou de mostrar um bom espetáculo de bola e praticamente assistiu a vitória rival em seus domínios. O Santos pareceu muito nervoso em campo e fora dele.

O grande trunfo corintiano está centrado na defesa e é a partir disso que o Santos deverá se concentrar para a próxima partida. Sabemos que nada está perdido. É difícil o desafio de furar o bloqueio da defesa adversária e um grande goleiro como o Cássio, literalmente, falando, mas ele já mostrou falhas no Campeonato Brasileiro. Pois não é à toa que o time de Parque São Jorge amarga apenas um ponto conquistado em 12 disputados.

Atacar com jogadas rápidas e sem depender muito de Neymar também é uma das chaves para a classificação santistas na semana que vem. Essa extrema dependência do nosso camisa 11 chega a ser semelhante com a de Porturgal na EuroCopa em relação a Cristiano Ronaldo. Todos sabem que ele é o craque do time, o homem que faz a diferença, mas nem sempre será o salvador da Pátria.

Para Muricy Ramalho, ter tranquilidade no Estadio do Pacaembu, na próxima quarta-feira, será essencial para o Peixe reverter o placar. "Temos que jogar um pouco mais do que nós jogamos para nos classificarmos. No segundo tempo, fizemos o Cássio trabalhar, e isso mostra que melhoramos. Na segunda etapa, os jogadores se acalmaram e voltaram a jogar futebol. Jogo de Libertadores é duro, é preciso ter tranquilidade e saber jogar", afirmou ele.

O treinador também disse que o desempenho e a formação tática do Peixe no segundo tempo devem servir de exemplo para o segundo jogo, no Pacaembu. Muricy destacou as chances criadas e a pressão exercida sobre o adversário. "A gente empurrou o Corinthians pro campo deles. A substituição que fiz no intervalo, tirando o Elano, deu mais profundidade ao nosso time, porque quando o Neymar estava com a bola, ficávamos com o Borges e o Alan Kardec na frente".

O que não pode ocorrer na próxima semana é o time perder as poucas chances que os corintianos deverão proporcionar ao ataque santista. Teremos de ser eficientes ao máximo. O Santos tem futebol para ir até a final e toda a nação alvinegra peixeira acredita nisso. Vamos Santos! Rumo ao tetra na Libertadores!

Maurício Eirós
2012-06-14 15:38

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